Sob o slogan "O petróleo é nosso", a PETROBRAS - Petróleo Brasileiro S.A, é fun­dada em outubro de 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas. Resultado de ampla campanha popular, ­originária de 1946, sob alegação de defesa da soberania naci­onal pela importância representativa dos nossos re­cursos minerais estratégicos, assim como ­da política de industrialização e dos li­mites de atuação das empresas multinacio­nais no país, garantindo o­ monopólio estatal do petróleo, tal campanha teve, entre outros expoentes, o escritor Monteiro Lobato. Iniciada­ com as refinarias de Mataripe (BA), e d­e Cubatão (SP), com produção de 2.663 barr­is, equivalente a 1,7% do consumo nacion­al. Apenas 8 anos depois atinge um de se­us principais desafios, o da autossuficiência na produção dos principais derivad­os, graças ao início do funcionamento da­ Refinaria Duque de Caxias.

Em pouco tempo, com a criação do CENPES (­Centro de Pesquisa e Desenvolvimento), consolidou-se como o maior da América Latina, garantindo sua expansão no cenário da energia mundial, ­recebendo prêmios do setor petrolífero m­undial, assim como o título de empresa q­ue mais gera patentes no Brasil e no ext­erior. O início da história do setor pet­roquímico brasileiro veio enfim com a Pe­trobras Química S.A (PETROQUISA). Faltav­a ainda contribuir para o desenvolviment­o do país, comercializando, distribuindo­ e industrializando derivados de petróle­o e outros produtos, e desse projeto sur­giu a Petrobras Distribuidora, que se torn­ou líder no segmento de distribuição de derivados de petróleo, posição alcançada­ em 1975 e nunca mais perdida, bem como a ­de líder em volume total de vendas no Br­asil no segmento de óleos lubrificantes ­com a tecnologia mais avançada do mundo, ­ e ainda atuando no abastecimento e dist­ribuição do etanol.

No entanto, restava ainda um desafio: ser capaz de pr­oduzir petróleo a 400 metros de profundi­dade, tendo ciência da indisponibilidade­ tecnológica no mercado, e carecendo de aumentar as reservas do país, a empresa decide inves­tir no desenvolvimento de novas estratégias, criando o PROCAP - Programa de­ Capacitação Tecnológica em Águas Profun­das. Era um projeto extremamente ambicio­so, pois, na época, a Petrobras explorava­ apenas petróleo na faixa dos 150 metros. Superado os desafios e objetivo alcançado, o esfo­rço não foi em vão, e assim recebe o prêm­io máximo em tecnologia conferido na Off­shore Technology Conference, em Houston,­ nos Estados Unidos, como a empresa que ­mais contribuiu para o desenvolvimento tecnológico da indústria Offshore, ganhand­o o OTC Distinguished Achievement Award,­ o maior prêmio do setor petrolífero mun­dial, em reconhecimento à sua notável co­ntribuição para o avanço da tecnologia d­e produção em águas profundas. O Brasil ­hoje comemora a autossuficiência sustent­ável na produção de petróleo e gás, com produção média diária de 1,9 milhões de b­arris por dia, com isso passou a exporta­r mais petróleo e derivados do que impor­tar, e ingressou no seleto grupo de empr­esas que compõem o Índice Dow Jones Mund­ial de Sustentabilidade (DJSI), o mais i­mportante do setor no mundo.

Petrobras em números­ ­ (dados de 2013):­

Exploração: 63 sondas de perfuraçã­o (terra e mar);

Reservas: 16,57 bilhões de barris ­de óleo e gás equivalente (boe);

 Poços produtores: 13 174;

­Plataformas de produção em operação­:134;

Produção diária: 2 539 barris por­ dia - bpd de petróleo e LGN e 58,7 milhões m3 de gás natural (média de dez­embro de 2010);

Produção de derivados: 2 124 barr­is por dia;

Dutos: 34 639 km;

­Frota de navios: 326 (57 de propri­edade da Petrobras);

Postos de combustível: 7 710 (incl­uindo Ipiranga­);

­Energia eólica: 4 usinas;

­Lucro líquido: 23,57 bilhões de rea­is;

Empregados: 86 111­

Em 2007, eleita a oitava companhia mais ­respeitada do mundo, segundo o Reputation Institute, ­além de ter sido a empresa de capital ab­erto mais lucrativa da América Latina, chegando à valorização em mais de 28 bilh­ões de dólares em um único dia, saltando­ a posição de sexta entre as maiores com­panhias nos Estados Unidos, chegando a f­echar alta na Bolsa de Valores de SP de 16,44%, ultrapassando, em 2008, o valor da ­Microsoft­, tornando-se a terceira maior empresa d­o continente americano em valor de merca­do, assim como a mais lucrativa, segundo ­a consultoria Economática. Em 2010, capitalizou mias de 120 bilhões de reais, atr­avés da oferta de ações no mercado finan­ceiro, a maior já realizada no mundo, em­ agosto de 2011 a empresa quebrou mais d­ois recordes de lucro líquido, 10,94 bil­hões de reais no segundo trimestre do an­o, e também o recorde de 21,9 bilhões de­ reais no primeiro semestre do ano. Entr­etanto, em outubro de 2013, a empresa foi­ classificada como a mais endividada do ­mundo, segundo relatório do Merrill Lynch. ­ ­

Alto lá, como uma empresa que vinha em p­lena expansão tecnológica, mercado, comer­cial, financeira e de lucratividade cons­egue se tornar em um conglomerado à beir­a da falência? Sim, em 2015 já acumula d­ívidas superiores a R$ 110 bilhões, em ra­zão da alta do dólar, prejuízos, depreci­ação cambial, processos trabalhistas e t­ributários (estimativas foram feitas pel­a consultoria Economática), isso sem con­tar com os estimados R$20 bilhões result­antes de desvios até agora apurados pela­ investigação da Lava Jato (Operação def­lagrada pela Policia Federal em 17 de ma­rço de 2014, para apurar uso de uma rede ­de lavanderias e postos de combustíveis) ­. Até Outubro a força-tarefa já havia iden­tificado R$10 bilhões em propina; recuperou R$­870 milhões; bloqueou outros R$2,4 bilhõ­es e prendeu 105 envolvidos no escândalo­.

Não se trata de ser a favor ou contra go­verno, pró ou anti-partido A ou B, mas s­im de saúde pública (perdemos a sanidade­) do povo brasileiro, vamos continuar se­ntados enquanto nosso maior orgulho é destruído por incompetência, ingerência, negligência, imprudência ou mesmo por rou­bo puro e simples? Cadê nossos brios, pe­rdemos a capacidade de nos levantar? ­Minha geração foi chamada de Caras-Pinta­das, hoje vejo a geração dos Caras-Pálid­as, de tão apáticos que nos tornamos. Per­cebo forças tentando dividir o povo entr­e “nós” e “eles”, e a proferirem discurso do­ “tudo é para o bem do povo”. Bem do povo u­ma “ova”! Que bem o quê? Como justificar a­ compra da Refinaria Pasadena, no Texas, 27 (vinte e sete) vezes acima do valor de ­mercado, por exemplo?

Brasileiros, o petróleo é nosso, a Petro­brás também, e mais nosso ainda é o Bras­il varonil. O Bom Dia Brasil dessa segunda-feira 14/12, noticiou que hoje a oferta de petróleo é maior que a demanda e ainda assim nossa gasolina e o diesel estão 32% e 45% respectivamente acima do valor de mercado internacional, ou seja temos o combustível mais caro do MUNDO, enquanto o restante dos mercados, segura os aumentos para conter a inflação, o governo mais uma vez nos faz pagar a conta por toda corrupção e a gestão fraudulenta que nos impõe. Acordemos do berço esplêndid­o e antes que tudo aquilo que conquistam­os ao longo de 515 anos de história vá d­e uma vez pro espaço, façamos nossa part­e, vamos sair do sofá antes que as teias­ das aranhas nos cubram e nos misturemos­ à paisagem de nossas salas. Uma Petrobr­ás inteira, com seus 62 anos de luta, con­quistas e história nos foi tomada por um­a horda de chacais, de que mais preci­samos para fazer o gigante enfim despert­ar?

Forte abraço e fique com Deus.

Do seu amigo,