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Ruas de pedra, casarios coloniais e um povoado recheado de histórias e contos – foi aqui que nasceu o rendendê, bordado que é a principal atividade econômica do povoado de Entremontes, no município de Piranhas.

Quem conta a história do povoado é o guia “cangaceiro” Cícero, enquanto faz um tour pelo local. O rendendê é tradição passada entre gerações – as mãos rápidas das artesãs, sentadas na porta de casa, traçam o fio que, depois de engomado e seco ao sol, está pronto.

“É facinho de fazer, essa peça aqui eu faço em oito dias”, diz a artesã Maderlene Feitosa, sobre o caminho de mesa bordado, com a alegria e a simplicidade de quem ama o que faz.

Durante visita à Rota do Cangaço, na última quarta-feira (13), o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Helder Lima, foi ao povoado de Entremontes e conversou com as artesãs da Casa do Bordado, cooperativa com mais de 50 artistas locais.

“O que precisamos, fundamentalmente, é unir o Estado, o município e o trade turístico para auxiliar o artesanato local. O passeio pelo São Francisco só se torna completo com a passagem por Entremontes. O turista que vem aqui leva uma experiência inesquecível e nós fortalecemos o desenvolvimento econômico local”, disse Helder Lima.

O Secretário visitou também a Casa do Mel de Piranhas, uma cooperativa de 63 agricultores familiares, que beneficia mel silvestre e pólen desidratado. Com uma produção média de 10 toneladas de mel por safra, a cooperativa atende, por enquanto, somente o mercado local, pois aguarda a regularização da licença de instalação ambiental ser aprovada pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA).

“Vamos articular a certificação com o IMA para que o produto possa ser comercializado também em outros mercados. O produto está pronto, é de altíssima qualidade e precisa ser impulsionado”, afirmou o Secretário.