Agência Oitcho2 C9518d6c b382 477d bc92 50def27d0f43 João Edson é empresário delmirense do ramo de Hotelaria, Marketing e Publicidade

Passados cinco meses da posse da nova gestão na cidade sertaneja marcada por uma história de Pioneirismo, o que podemos constatar é que a tal “mudança” proclamada no período de campanha eleitoral não vingou. O governo eleito soberanamente pelo povo delmirense está nitidamente perdido, desgovernado e prestes a entrar em rota de colisão consigo mesmo. Israel Ziller disse que “reconhecer o seu próprio problema pode gerar dor, porém a dor é a principal fonte de mudança.” Fica claro que se pode aprender pelo amor ou pela dor – e tudo leva a crer que o gestor de Delmiro Gouveia escolheu a segunda opção e isto é fato até para os que marcharam ao seu lado, gritando seu nome a plenos pulmões, entoando o refrão “Delmiro quer mudança – e pra mudar a hora é essa!” Ledo engano...

Os mesmos que agitaram a bandeira verde da “esperança” conseguiram os “empregos”, mas não têm recebido os salários, continuando à míngua e à mercê dos vencedores, agora tratados como “líderes” – forte traço de ironia. Líderes de quê? Líderes para quem? Mesmo assim existem os “apaixonados”, e estes, por mera incapacidade e tirocínio, ficam insensíveis à razão em defesa do que ainda não aconteceu e que, possivelmente, não acontecerá tão cedo.

O que nós delmirenses estamos vivendo é o "Desgoverno da Mudança". Comprova-se tal afirmação com o fato de, em apenas cinco meses de gestão, três Secretários terem ocupado a mesma pasta – Gabriel e Clêniio passaram pela Secretaria de Governo,e agora Marconi Freire é anunciado  pela gestão para ocupar a pasta, lembrando a famosa brincadeira de criança da “Dança das Cadeiras”. O que podemos deduzir? Que existe no “Desgoverno” instalado em Delmiro Gouveia a falta de planejamento estratégico fundamental para o atendimento eficiente e eficaz a que se propõe uma gestão devidamente comprometida com a sua gente. Decisões importantes são modificadas em prazos minúsculos, confundindo as pessoas, gerando insegurança e descrédito. A nossa cidade não pode funcionar como “tubo de ensaio” para que “experiências” possam ser testadas. O Prefeito Eraldo Cordeiro, mesmo na tentativa de acertar, pode inscrever Delmiro Gouveia ao título de “capital nacional do Laboratório de Aprendizes” – e não é isso que o povo delmirense merece e espera depois do grito de “Mudança” ouvido nas ruas. Não queremos experiências e peripécias com o dinheiro e a coisa pública de jeito nenhum! Muito menos um modelo de gestão confusa, desconexa e alheia à razão, pra não dizer sigilosa (já que os dados públicos são de alcance de poucos e não dos verdadeiros donos - a sociedade delmirense).

Particularmente, percebo que quase 6 meses já se passaram, somando-se com mais 3 meses de transição  e francamente não vejo nada de nada: é um governo natimorto e atolado em suas próprias convicções que lhe permite encher a cidade de forasteiros que não pensam e não agem com os verdadeiros delmirenses simplesmente porque não os conhece.

Diante de minhas colocações, mais uma vez serei alvo de críticas. Os que criticam as minhas opiniões, estes deveriam me rebater com a demonstração de ações positivas, inclusivas, de valorização dos delmirenses como foi prometido por parte do governo eleito, marcando bem que "a força das ações tem muito mais peso do que a das palavras". Critiquem a mim defendendo o que acreditam ser o “Governo da Mudança”, mas  utilizando argumentos concretos e que esclareçam as dúvidas da população delmirense – maior vítima do despreparo instalado.

Eraldo é o prefeito? SIM! Todavia, ainda não conseguiu dizer pra que veio, Delmiro é uma cidade progressiva, polo e pujante e não fui eu quem disse isto; apenas engrosso o coro do que já foi divulgado em revistas como IstoÉ e Exame. Negar isso é decadente, pois a única instituição humana capaz de rejeitar o progresso é o cemitério. 

Lamento que alguns prefiram seguir como lagartas rastejantes, sem se permitirem o risco de saírem do casulo confortável e quente para vivenciarem o milagre da metamorfose. Não sabem que, ao se transformarem em borboletas, vão conseguir voar e alcançar os limites inimagináveis da difícil tarefa de viver - neste caso falo de mim que sonho em voos altos e quero minha cidade no mesmo caminho. E, como eu, milhares de delmirenses pensam e agem assim: sem medo, dizendo “não” e não permitindo a morte moral de uma cidade que, desde o seu surgimento, é marcada pela vanguarda e pelo pioneirismo de um povo corajoso e que, da mesma forma que exigiu a “mudança”, saberá cobrar os seus direitos.

Fiquem com Deus. Um forte abraço do amigo João Edson.                                                                                  VIVA DELMIRO GOUVEIA!