WhatsApp 97c66faf f0b3 4bf5 af93 cae95df2ade9

A comissão de delegados, indicada pela Polícia Civil, para investigar a morte do vereador Tony Carlos Silva de Medeiros, de 34 anos, o Tony Pretinho (PR), vai requisitar imagens de câmeras de segurança para tentar identificar os suspeitos do crime, ocorrido na noite dessa sexta-feira (15), em Batalha, Sertão de Alagoas. 

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que a ocupação de Batalha pelas forças policiais continua por tempo indeterminado. Desde a morte do vereador Neguinho Boiadeiro, há pouco mais de um mês, o município é monitorado por policiais da Companhia de Operações Policiais Especiais (Copes/Caatinga) e do 7º Batalhão.

No entanto, militares que foram mobilizados adiantaram que o equipamento instalado nas proximidades da residência de Tony estava com defeito e não teria registrado a ação criminosa.

A investigação em torno de mais um assassinato de vereador em Batalha começou na noite dessa sexta-feira mesmo. A Polícia Civil designou os delegados de Homicídios da Capital, Fábio Costa, o de Santana do Ipanema, João Marcelo, além do delegado Eduardo Mero para apurar o episódio.

Tony Pretinho foi atingido por vários tiros de calibre nove milímetros e de uma espingarda, calibre 12 mm em frente à residencia onde morava, no Centro de Batalha. O crime, reacendeu o clima de medo no município sertanejo, aconteceu mesmo com a presença de várias forças policiais na cidade.

Tony Pretinho foi assassinado por volta das 20h, na frente da residência, que fica localizada ao lado do Fórum do município e a poucos metros de distância da casa da família Boiadeiro. 

As primeiras informações são de que o vereador estava sentado na moto, de costas para a rua, acompanhado por algumas pessoas, quando um Gol de cor preta se aproximou e um homem desceu e deflagrou vários tiros. 

O delegado Sandro Marcelo, titular da regional de Pão de Açúcar, esteve no local do crime e ouviu de testemunhas que os criminosos chegaram de carro e apenas um deles atirou contra Tony. "O atirador disparou primeiro de dentro do carro, com pistola 9 mm. Depois ele desceu do carro com uma espingarda calibre 12 e atirou na cabeça dele. Isso foi um crime de execução, não roubaram nada do vereador", informou o delegado.

Ainda segundo o delegado, Tony Pretinho, que também é construtor, estava na porta de casa resolvendo uns pagamentos com um funcionário e mais outra pessoa. "O dinheiro caiu no chão, as pessoas pegaram e devolveram à família dele depois. As testemunhas disseram que o atirador estava com uma camisa na cabeça pra cobrir o rosto".

As duas pessoas que estavam com o vereador quando ele foi morto já foram ouvidas pela polícia. "Passamos os depoimentos pra comissão [de delegados]. Eles vão ver se encontram alguma filmagem, porque a rua tinha muitas câmeras de segurança e estava bem iluminada na hora do crime".

A vítima foi atingida principalmente na cabeça e morreu na hora. Nenhuma das testemunhas do crime ficou ferida. Após o crime, o veículo seguiu em alta velocidade e por pouco não atropelou uma moradora, que pediu para não ter o nome revelado, que foi para a rua achando que estavam "soltando fogos" na residência do vereador, devido à grande quantidade de disparos de arma de fogo. 

Desde a morte de Boiadeiro, a Polícia Militar promove uma ocupação na cidade para garantir a segurança na região, mas isso não impediu o segundo assassinato. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas informou que a ocupação está mantida por tempo indeterminado.

A polícia ainda não faz relação entre os dois assassinatos, mas um segundo homicídio quando o primeiro ainda nem teve o inquérito conluído chama atenção dos investigadores. Por ora, não há suspeitos no caso.