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Ao repercutir as convenções de domingo (05), quando uma parcela do PSDB deixou clara a insatisfação diante da aliança firmada com o PTC do senador Fernando Collor, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB), candidato ao Senado, afirmou que não subirá em palanques e que fará sua caminhada de maneira independente.

Em entrevista ao Cadaminuto, nesta terça-feira (07), ao final da sessão ordinária na Assembleia Legislativa (ALE), ele também afirmou que o fato de não ter “fatura aberta” ou “rabo preso” foi essencial para garantir a manutenção de sua candidatura.

“As pessoas não devem se sentir impactadas agora, dizendo que estou no palanque de A, de B ou de C... Caminho numa linha de extrema independência e vai ser sempre assim”, disse o parlamentar, acrescentando: “O importante é que as pessoas sabem quem é quem em Alagoas”.

Interferência

Questionado sobre as informações de bastidores acerca de uma possível tentativa do PP “barrar” sua candidatura, respondeu: “Não tenho uma fatura aberta. Se tivesse, ela ia chegar. Eu não teria sido candidato se dependesse de outra situação... Não tenho rabo preso, nem fatura aberta... É isso que me permite ter o que é mais difícil para um político dentro da política: autonomia”.

Ainda sobre a polêmica envolvendo a escolha de Fernando Collor para encabeçar a chapa da oposição, Cunha explicou que o PSDB apresentou o vereador Eduardo Canuto para disputar o governo, mas houve uma interferência do PP contrária à indicação tucana.

“Sugeriram meu nome e do ex-governador Teotonio Vilela Filho para a disputa, mas, se eu cheguei a analisar no começo a possibilidade de ir para o governo, eu já tinha decidido há muito tempo que não iria”, contou.

“O alagoano não é tolo... Tenho certeza que já estamos mexendo com esse tabuleiro e que nós vamos sim mexer com algumas peças no final da eleição”, finalizou, voltando a falar de sua candidatura ao Senado.