Agência Brasil/Arquivo 13910190659599 Mário Negromonte

Após ter seu nome envolvido em um novo escândalo ligado à Petrobras, o presidente estadual do PP e deputado federal Mário Negromonte voltou a negar qualquer vínculo com o doleiro Alberto Youssef que, segundo a revista Veja, chefiava um esquema de “pedágio” para negócios com a estatal.

O irmão do pepista, Adarico Negromonte, foi apontado pela publicação como um dos receptores das propinas cobradas pelo lobista. Ao Bahia Notícias, o parlamentar baiano reafirmou que só o viu “uma vez na vida”. "Eu tenho 11 irmãos, se um irmão meu falou alguma coisa com alguém, eu repondo por isso?", questionou.

Outro deputado citado pela revista como beneficiado pelo esquema foi Luiz Argôlo (SDD-BA), que também descartou relação com a polêmica. Documentos apreendidos com Youssef – preso há três semanas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal – mostrariam depósitos para Adarico e Argôlo. Investigadores suspeitam que Luiz seria o “LA”, interlocutor que trocou mensagens com o doleiro, em que chegava a cobrar a transferência de dinheiro. A origem dos valores recebidos seriam “comissões” pagas para facilitar o acesso ao cadastro de fornecedores da Petrobras.