Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Pão de Açúcar às margens do Rio São Francisco

Este ano a cidade de Pão de Açúcar completa 400 anos de fundação. O povoamento, segundo o historiador Aldemar de Mendonça, é datado de 1611 com gente civilizada e índios oriundos da Serra do Aracaré no vizinho Estado de Sergipe.
A história não relata o dia e o mês em que chegaram os primeiros moradores, registrando apenas o ano em que vieram os primeiros construtores da cidade considerada uma das mais importantes do Sertão alagoano e Baixo São Francisco.
Banhada pelo Velho Chico, a “Terra de Jaciobá”, como é conhecida, é um encanto de “Espelho da Lua”, uma inspiração poética dos extintos índios Urumarys.
Os antigos historiadores já diziam que toda a gente que nasce em Pão de Açúcar é artista. Esta afirmativa deve-se ao fato da grande vocação musical, literária, poética, teatral e artesanal dos pão-de-açucarenses, pois são incontáveis os filhos que se destacam no cenário artístico dentro e fora do Brasil, sendo este o principal motivo que levou Pão de Açúcar a ficar conhecida como “terra da cultura”. E para confirmar todo esse potencial, basta adentrar na cidade para logo enxergar a monumental estátua do Cristo Redentor, erguida de braços abertos, no Morro do Cavalete, abençoando moradores e visitantes, uma obra do prócer escultor João Damasceno Lisboa ou simplesmente “Seu Joãozinho Retratista”, como era apelidado este gênio da escultura, da pintura e da fotografia, nascido neste torrão quente e enxuto, no dia 06 de maio do ano de 1.900.
A construção desta estátua foi uma iniciativa de Ernesto da Silva Pereira (Galego). A obra foi iniciada no dia 01/01/1949 e concluída no dia 29/01/ 1950, na gestão do prefeito Carlos Serafim dos Anjos. A arte dos pescadores talvez seja a tipologia artesanal mais primitiva existente na cidade, a exemplo do covo, tarrafa, rede e jereré, vindo esta última nomenclatura do tupi “yere´ré”.
A Cooperativa Art-Ilha, localizada no Povoado Ilha do Ferro, veio consagrar o artesanato desta plaga com o seu inédito e famoso bordado “boa noite”, embora outros tipos são confeccionados no lugarejo, como: renda de bilro, bancos de raiz de pau, ex-votos, aves, violões, cavaquinhos, embarcações fluviais em tamanhos normais e em miniaturas. E em quase todas as comunidades rurais e na sede do Município existe um grande número de artesãos trabalhando e dando asas a imaginação, transformando, assim, Pão de Açúcar, num famoso canteiro de obras artesanais.
Nesta comuna visitada pelo Imperador Dom Pedro II, nos dias 17 e 22 de outubro de 1859, o talento artístico corre com força nas veias da população e as marcas da arte estão espalhadas por todos os lugares, a exemplo da quase centenária Banda Musical Guarany, sendo esta considerada uma grande indústria exportadora de músicos de qualidade.
Nesta plaga tão sublime também nasceram personalidades expressivas que estão registradas na história brasileira, a exemplo do poeta e escritor Francisco Henrique Moreno Brandão (15/08/1844), o músico Manoelito Bezerra Lima (Nezinho Cego – 08/07/1883), o jurista e político Bráulio Guatimozim Cavalcante(14/03/1887), o escultor João Damasceno Lisboa(06/05/1900), o artesão Fernando Rodrigues (Seu Fernando da Ilha do Ferro – 01/12/1928), o químico José de Freitas Machado(27/09/1881), sendo este último, formado na Universidade de Sorbone, na França, aluno de Madame Curie, fundador da Escola Nacional de Química e tema atual de um concurso monográfico promovido por empresas e órgãos governamentais em funcionamento neste Estado.
Além destes nomes Pão de Açúcar tem outras centenas de figuras ilustres antigas e modernas que merecem destaque pelos relevantes serviços prestados a Alagoas, ao Nordeste e ao Brasil. O “Paraíso da Água Doce” é berço de renomados políticos como o ex- deputado estadual Elísio Maia, o ex-ministro Augusto de Freitas Machado, o ex-deputado federal Segismundo Andrade, o ex-deputado Lauro Farias, a ex-senadora Heloísa Helena e o atual prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. Nesta terra, nasceu e reside o marinheiro reformado e ex-asilado político Edval Augusto de Melo (um dos guerrilheiros de Caparaó), e morou, durante muitos anos, na Vila Limoeiro, o comunista e ex-preso político Lindauro Costa (um dos resistentes à Ditadura Militar de 1964).
O antigo casario da segunda vila mais antiga do Brasil (Vila Limoeiro), é algo encantador e leva os visitantes a mergulharem no passado deste lugarejo aonde a paz faz morada e o rio São Francisco banha as suas terras férteis.
As centenas de pinturas rupestres expostas em mais de 40 sítios localizados na zona rural e centenas de exemplares de fósseis de animais gigantes, além de dezenas de utensílios que pertenceram ao homem pré-histórico da Tradição Agreste conotam Pão de Açúcar de mistérios que só enriquecem histórias lendárias, os contos e cantos que se entrelaçam aos boêmios seresteiros e amantes das inéditas “rampeiras” que expressam as paixões insanas que fazem lembrar os menestréis errantes da Europa medieval.
A “pedra da paciência”, no Humaitá, que outrora servia de leito para os amantes do pecado, continua sendo um mirante extraordinário e dele pode-se contemplar a vista panorâmica da cidade com suas lagoas em ruínas provocadas pela construção da Barragem de Xingó.
FAZENDO A DIFERENÇA
As belezas encantadoras da cidade, as águas cristalinas do rio Velho Chico, as praias piscinais, os montes circundantes, o casario, as lendas, os contadores de causos , os amantes da música e de outras manifestações culturais, o folclore, a hospitalidade dos moradores e o estilo de vida dos nativos somados à sua história e a uma série de acontecimentos representam um diferencial ao ser comparada esta cidade a tantas outras da região. Pão de Açúcar até o início da década de 1970, um pouco antes da construção da Hidrelétrica de Xingó, era ponto de parada obrigatória das embarcações fluviais que abasteciam o abundante comércio das cidades ribeirinhas localizadas no Baixo São Francisco.
Na beira do rio aportavam o navio Comendador Peixoto, as lanchas Tupy, Tupã, Tupigy e dezenas de canoas tolda, chatas e barcos de pesca.
As canoas expondo seus panos abertos eram tantas que a paisagem assemelhava-se a um jardim florido e repleto de borboletas multicoloridas de asas abertas. Mas o tempo passou, as lembranças ficaram e a história foi registrando a passagem de gestores públicos que contribuíram ou não para o desenvolvimento do Município. E no rol dos governantes municipais destacam-se como notáveis prefeitos: Dr. Luiz Machado, Pedro Soares Vieira, Seraphim Soares Pinto, Manoel Pereira Filho, Padre Pinto, Mário Soares Vieira, Padre José Soares Pinto, Manoel Alves Lira, Dr. Arthur Camelo Veras, Joaquim Cruz Rezende, Álvaro Melo, Carlos dos Anjos, Zequinha Teófilo, Janjão Maia, Antonio de Freitas Machado, Durval Nery de Araújo, Elpídio Emídio dos Santos, Ronalço dos Anjos, Augusto de Freitas Machado, Dr. Antonio Gomes Pascoal, Eraldo Lacet Cruz, Elísio da Silva Maia, Elísio Sávio dos Anjos Maia, Dr. Jorge Silva Dantas e Dr. Jasson Silva Gonçalves, vindo este último com a espinhosa missão de moralizar o serviço público e reconstruir o Município destruído por uma tsunami administrativa durante o período de 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008.
E desde o dia 1º de janeiro de 2009 o Município de Pão de Açúcar encontra-se em fase de reconstrução, inclusive ganhando um novo visual graças às inúmeras obras físicas e sociais que vem sendo construídas pelo prefeito Doutor Jasson. Embora ainda esteja faltando construir obras importantes para a melhoria da infraestrutura da cidade (as revitalizações da orla fluvial, monumento Cristo Redentor, Paço Imperial, praças e jardins, estradas vicinais, a construção de casas populares e outras), moradores e visitantes já percebem a transformação pela qual está passando o “Paraíso da Água Doce”.
E é por este motivo que o Governo Reconstruindo Nossa Terra tem motivos suficientes para comemorar o aniversário de 400 anos de fundação da cidade, constando dentre as atividades comemorativas, no período de 1º a 03 de julho deste ano, o lançamento do livro de auto-ajuda “Lições de Vida – Orientações e aconselhamentos para uma boa convivência”, do autor Helio Silva Fialho(1º/07, às 19:00h, no Iate Clube; uma homenagem a mais de duzentas personalidades que contribuíram ou estão contribuindo para o engrandecimento da Terra do Sol, Espelho da Lua”(1º/07, às 19:30h, no Iate Clube); apresentação da Banda Sociedade Musical Guarai e show com o violonista Willbert Fialho e o Grupo do Choro Cai Dentro(1º/07, às 20:00 horas); inauguração de mais de 11 obras construídas na gestão atual(02/07, às 10:00h); desfile cívico com a participação das escolas municipais e estréia da recém criada banda marcial da Secretaria Municipal de Educação(02/07, às 14:00h), além da celebração de um culto evangelístico campal em ação de graças(02/07, às 18:00h) e a celebração de uma missa em ação de graças, na Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus(03/02, às 10:00h); show em praça pública com uma banda renomada(03/07, às 20:00h).
Outras atividades culturais e religiosas estão sendo planejadas pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Comunicação (SECULTE), em parceria com as secretarias de Finanças, Educação e Viação e Obras.