Parentes de vítimas estudam processar a Air France na Europa

  • annaclaudia
  • 11/06/2009 08:44
  • Brasil/Mundo

Parentes das vítimas do vôo 447 da Air France estudam processar a companhia aérea na Europa. A idéia ganhou força depois que a empresa prometeu trocar dos tubos de Pitot, sensores que medem a velocidade nos Airbus A330 e A340. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo Nelson Farias Marinho, pai de uma das vítimas, a decisão é "para fugir da morosidade no Brasil". Ontem, após a terceira missa no País em memória do filho d. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, 26 anos, o príncipe d. Antônio João Orleans e Bragança também não descartou a abertura de um processo, mas disse que o tema "neste momento não foi pensado". "Não temos o espírito de procurar um culpado. Isto, no futuro, Deus é quem sabe", afirmou.

Na última sexta-feira, o Ministério Público de Paris abriu um inquérito por "homicídio culposo" (sem intenção de matar) sobre o desaparecimento do avião francês com 228 pessoas a bordo, que voava do Rio de Janeiro a Paris.

O acidente
O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).