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Não é possível apontar um vitorioso nas eleições do último domingo (07) no município de Olivença, Sertão de Alagoas, diante da pequena diferença de votos obtidos pelos dois grupos de situação e oposição. O resultado mostrou que assim como em 2016, o eleitorado oliventino segue dividido. A polarização é idêntica a que está posta no país entre Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) que seguem para o 2° turno.

Os grupos políticos de oposição liderado pelo ex-vereador Jó (PPS) e situação pelo prefeito Zé Arnaldo (PSD) deram uma votação a seus candidatos com uma diferença miníma. O resultado pode ser observado inicialmente na disputa para deputado estadual aonde o candidato eleito Paulo Dantas (MDB), apoiado por Jó, obteve 1.853 votos, equivalentes a 28,72% dos votos válidos, apenas 55 votos a menos do primeiro colocado que foi o candidato reeleito Antônio Albuquerque (PTB) apoiado por Zé Arnaldo obteve 1.908, 29,57% dos votos válidos.

No entanto, Albuquerque contou com um grupo maior de apoiadores no município, além do prefeito contou também com o apoio de 7 dos 9 vereadores, ex-vereadores, suplentes e dos três ex-prefeitos ''Véio Duca'', Cicero Duca e Jeno Oliveira. Enquanto que no grupo de oposição, Dantas, contou com além do apoio de Jó, do ex-vereador Cleysson Angelino (DEM), vereador Kevinho Angelino (DEM) e suplentes de vereador.

Já na disputa a deputado federal, a oposição obteve um maior número de votos para o candidato eleito Severino Pessoa (PRB) que obteve 2.073 votos, equivalente a 32,06% dos votos válidos, ultrapassando cerca de 34 votos do segundo colocado apoiado pela situação que foi o candidato eleito Nivaldo Albuquerque (PTB) que ficou com 2.039 votos, equivalente a 31,54% dos votos válidos.

Para o senado, ambos os grupos apoiaram a reeleição do candidato reeleito Renan Calheiros (MDB) que obteve 4.189 votos, equivale a 36,58% dos votos válidos, conquistando o posto de mais votado no município. O segundo colocado foi o candidato Maurício Quintella (PR) que recebeu o apoio da oposição e obteve 2.536 votos, equivale a 22,15% dos votos válidos. Em terceiro surpreendeu a votação do cadidato eleito Rodrigo Cunha (PSDB) que contando com o apoio espontâneo do ''Lider Reagente'' Igor Ribeiro, suplente Carlinhos Oliveira, vereador Agnaldo Carvalho (PDT) e de eleitores do município, obteve 2.335 votos, cerca de 20,39% dos votos válidos, ultrapassando o candidato apoiado pelo prefeito, Biu de Lira (PP), que não conseguiu ser reeleito para o senado e amargou a quarta colocação com 2.064 votos, cerca de 18,02 % dos votos válidos.

Na disputa pelo governo, ambos os grupos apoiaram a reeleição do candidato eleito Renan Filho (MDB) que obteve uma expressiva votação unânime no município com 4.546 votos, cerca de 83,14% dos votos válidos, liderando isoladamente numa grande diferença para o segundo colocado que foi o candidato Pinto de Luna (PROS) que obteve 512 votos, 9,36% dos votos válidos.

Para presidente, pessoas ligadas ao grupo de situação, incluindo a primeira-dama do município Solange Pereira e o ex-prefeito Jeno Oliveira, e  também uma parcela da bancada evangélica apoiaram o candidato Jair Bolsonaro (PSL) que obteve apenas 902 votos, 14,26% dos votos válidos. Enquanto o candidato Fernando Haddad sem nenhum apoio político declarado no município, porém unicamente com os votos espontâneos dos eleitores, obteve uma votação expressiva de 4.490 votos, 70,97% dos votos válidos.

Exceto o resultado presidencial, o eleitorado de Olivença ainda segue dividido desde o último pleito municipal realizado em 2016 aonde a diferença foi de apenas 11 votos. Será que essa divisão seguirá para 2020?