Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Prefeito Edimar Barbosa (MDB)

Em função de matérias veiculadas em um jornal e um site, neste final de semana, com a informação de que pistoleiros teriam sido contratados para matar os prefeitos dos municípios de Ouro Branco e de Palmeira dos Índios, a Polícia Civil de Alagoas esclarece que vem trabalhando de forma sigilosa nos dois casos, sem alarde e com a prudência que cogitações, nesse tipo de situação, requerem.

A cautela visa não expor desnecessariamente, nem alardear especulações, objetivando resguardar a integridade física e psicológica das pessoas citadas, sem antes ter a devida comprovação ou não.

A Polícia Civil (PC) de imediato registrou o Boletim de Ocorrência (BO) e iniciou as investigações para apurar a ocorrência de tiros contra o carro do prefeito de Ouro Branco, Edimar Barbosa, ocorrida na noite de quinta-feira (11), próximo ao povoado Capiazinha, naquele município do Sertão alagoano.

O delegado Hugo Leonardo, regional de Santana do Ipanema, foi designado pelo delegado-geral Paulo Cerqueira, por meio de portaria publicada no Diário Oficial, para ficar responsável pela investigação do caso. Ele disse que além do prefeito Edimar, várias pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil.

O fato contra o prefeito aconteceu em uma área da zona rural com pouca iluminação, a principio sem testemunhas, dando um grau de dificuldade maior quanto ao levantamento de provas que contribuam para o esclarecimento do episódio de forma mais célere.

O delegado disse que mesmo assim, desde o inicio, nenhuma linha de investigação é descartada podendo até ser uma tentativa de assalto, possibilidade também investigada pela polícia judiciária alagoana. No entanto, Hugo Leonardo esclarece que o inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias.

“Já foram ouvidas varias pessoas e não há nenhum elemento de prova que indique atentado contra o Prefeito”, frisou o delegado regional de Santana do Ipanema, Hugo Leonardo.

De acordo ele, as investigações indicam que o episódio foi uma tentativa de roubo e, por coincidência, a vítima que ia passando pela estrada vicinal da zona rural de Ouro Branco, já na divisa com Pernambuco, no dia do fato foi o prefeito do município.

“Até o momento não há nenhum elemento de prova que evidencie que o ocorrido contra o prefeito Edimar tratou-se de um crime de conotação política”, esclareceu o delegado Leonardo.

“No entanto, as investigações continuam, pois qualquer cidadão que tentar infringir as leis atentando contra qualquer pessoa, seja autoridade pública ou não, será punido no rigor da lei”, destacou.

O delegado Hugo Leonardo enfatizou ainda que a Polícia Civil segue firme nas investigações com o objetivo de obter os detalhes pormenorizados do ocorrido, e apresentar, com a maior brevidade possível, as causas e os autores desse fato.