Saúde distribui 1,5 milhão de preservativos para as festas juninas

  • gilcacinara
  • 23/06/2009 12:00
  • Saúde
Após a divulgação de uma pesquisa do Ministério da Saúde que constatou a diminuição do uso de preservativos no Brasil, principalmente entre os jovens, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Programa Estadual de DST e Aids, distribuiu esta semana 1,5 milhão de preservativos para os 102 municípios alagoanos.

A ação visou incrementar o quantitativo de preservativos em todos os postos de saúde municipais, durante as festas juninas. Além das secretarias municipais, os preservativos foram distribuídos para diversas entidades que trabalham com prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

De acordo com a coordenadora estadual do Programa de DST e Aids, Fátima Rodrigues, além de reforçar o número destes insumos nas unidades, foram realizadas capacitações para conscientizar os profissionais de saúde sobre a importância da utilização dos preservativos, tanto masculinos como femininos, como política de prevenção.

“As campanhas realizadas pelo Ministério da Saúde têm que focar mais o uso dos preservativos; temos que estar mais próximos dos jovens e saber quais são as dificuldades que os levam a não usar a camisinha, pois sabemos que não faltam informações sobre o uso”, explicou.

Fátima lembrou, ainda, que uma das melhores formas de se reverter esta diminuição no uso dos preservativos são as de caráter educativo, como as do projeto Saúde e Prevenção na Escola. “Acredito que este projeto definiu bem como deve ser o foco das próximas campanhas; a intersetorialidade permite que sejam trabalhados todos os aspectos da prevenção, que vão desde a conscientização dos pais até o trabalho efetivo junto ao aluno na escola”.

A coordenadora acrescentou que o uso do preservativo feminino tem que ser mais bem disseminado e que o preconceito contra sua utilização deve ser diminuído por meio de campanhas educativas. “A não utilização do preservativo feminino é justificado, na maioria das vezes, só por meio de seus supostos problemas, como a anatomia e a forma; o que deve ser dito é que ele protege muito mais que a masculina e faz com quê a mulher tenha a escolha de se proteger em uma relação sexual”, explicou.

Os dados da pesquisa revelam que apesar de ser registrada uma tendência de queda no uso de preservativos, a população brasileira apresenta um elevado conhecimento sobre a infecção e prevenção da Aids. De acordo com o estudo, mais de 95% da população sabe que o uso do preservativo é a melhor forma de se evitar a contaminação. Segundo o Ministério da Saúde, esse é um dos índices mais altos do mundo. Um estudo feito com 64 países mostra que 40% dos homens e 38% das mulheres entre 15 a 24 anos tinham conhecimento exato sobre como evitar a transmissão do vírus HIV.