Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Natalício José que completou 100 anos no mês passado e os irmãos Aristeu Liberato, de 95 anos, e Antônio Liberato, de 97 anos

Um dos maiores desejos do ser humano é ter uma existência saudável e viver muito tempo.

Para três irmãos alagoanos, nascidos na cidade de Major Izidoro, Sertão de Alagoas, a 191 quilômetros de Maceió, esse desafio está sendo superado.

Juntos, Natalício José, Antônio Liberato e Aristeu Liberato somam 292 anos de vida.

O mais velho dos três irmãos, Natalício José completou 100 anos do último dia 30 de outubro, na data da comemoração dos 95 anos da emancipação política de Arapiraca, cidade onde vive há mais de cinco décadas.

Nascido no ano de 1919, Seu Natalício é cinco anos mais velho do que a cidade que o acolheu. Seu irmão Antônio Liberato, de 97 anos, ainda mora na cidade de Major Izidoro, enquanto Aristeu Liberato, de 95 anos, reside na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Como diz a filha Quitéria Oliveira, nos 100 anos de vida, seu pai compartilhou momentos felizes com sua amada esposa Lijanira, já falecida, com quem teve cinco filhas e uma família com nove netas, 11 netos, 28 bisnetos e quatro tataranetos.

Natalício José conta que a profissão de pedreiro foi responsável pelo sustento da família. Ele diz que construiu centenas de casas em Arapiraca.

Hoje aposentado e devido à idade bastante avançada, Seu Natalício está acamado e recebendo os cuidados da família.

Há bem pouco tempo, os moradores de Arapiraca ficavam admirados com a condição de vida do ancião, que saía de sua casa pilotando uma moto pelas ruas da cidade.

Foi dele a primeira motocicleta que chegou à cidade de Major Izidoro. Seu Natalício também lembra que, na época, construiu as casas da fazenda da família Amaral, também em sua terra natal, bem como a edificação das primeiras residências do bairro Capiatã, um dos mais tradicionais de Arapiraca, onde atualmente mora com a família.

Amigo de Antônio Velho, Expedito Nunes e do artista plástico Alexandre Tito, todos eles já falecidos e que, juntos, passavam horas conversando nas calçadas das residências e relembrando histórias de uma época em que a cidade de Arapiraca ainda iniciava o seu desenvolvimento.

“Só agradeço a Deus por tantos anos de vida, por tudo que recebi e pela família que tenho”, acrescenta Natalício José.