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José Márcio Cavalcanti de Melo, o Baixinho Boiadeiro, pode deixar o sistema prisional alagoano após uma decisão favorável de um habeas corpus referente a acusação do homicídio do vereador do município de Batalha, Tony Carlos Silva Medeiros, o Tony Pretinho, morto a tiros na porta de sua residência, em dezembro de 2017. Em janeiro de 2020, outro habeas corpus deverá ser avaliado pela Câmara do Tribunal de Justiça e caso a decisão seja favorável, Baixinho poderá ganhar liberdade. Trata-se da acusação de tentativa de homicídio contra José Emílio Dantas, em novembro de 2017.

Com a possibilidade de soltura de Baixinho Boiadeiro, a acusação deu declarações de que há uma preocupação, por parte de algumas vítimas, de que a defesa de Boiadeiro entre com recurso e, devido ao recesso do judiciário, consigam que ele seja solto, por decisão de juízes de plantão, antes da decisão da Câmara Criminal.

Baixinho Boiadeiro está preso desde fevereiro deste ano. Ele recebeu voz de prisão quando compareceu a um julgamento, onde foi julgado junto com seus irmãos, Anselmo Cavalcante de Melo, o Pretinho Boiadeiro, e Thiago Ferreira dos Santos, conhecido como Pé de Ferro, após quase um ano foragido.

Na ocasião, trio foi julgado pela morte de Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, ex-cunhado do prefeito Paulo Dantas e do sargento reformado da polícia militar Edvaldo Joaquim de Matos, ocorrido há mais 13 anos na cidade de Batalha.

Baixinho Boiadeiro foi condenado a 45 anos e 10 meses de prisão; Preto Boiadeiro e Thiago Pé de Ferro tiveram pena de 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.

O júri, no entanto, foi anulado após recurso ajuizado pela defesa dos réus, que descobriu que uma das juradas trabalhava como estagiária no Poder Judiciário na época do julgamento.

No entanto, em setembro deste ano, a Justiça anulou o julgamento dos irmãos após apelação da defesa, que alegou nulidade devido a participação de uma estagiária do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), no Tribunal do Júri.

Durante o julgamento, a polícia divulgou uma trama que pontava que Baixinho Boiadeiro planejava assassinar a atual prefeita de Batalha, Marina Dantas, e marido dela, o deputado estadual Paulo Dantas.

Como Baixinho estava foragido e havia mandados de prisão aberto em seu desfavor pela morte de Tony Pretinho e a tentativa de homicídio contra Emilio Dantas, ele recebeu voz de prisão no dia do julgamento e permanece preso.