Casal toma medida paliativa e reabastecimento no Agreste poderá ser retomado nesta segunda

  • Adalberto Custódio
  • 02/02/2015 05:27
  • Cidade
Claudio Mota - Cortesia

A novela em torno do impasse entre a Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal) e um fazendeiro do município de São Brás parece ainda estar bem longe do seu capítulo final.

Parte de Arapiraca e outros seis municípios do Agreste, servidos pela antiga adutora, estão sem água desde a madrugada da última quinta-feira (28). Sem conseguirem acesso à propriedade a fim de colocarem produtos químicos na Estação de Tratamento de Água (ETA), os técnicos da Casal optaram por um plano B neste domingo (1), levando os produtos em uma lancha pelo leito do Rio São Francisco.

Os produtos, armazenados em cilindros que chegam a pesar 1 tonelada cada, geralmente são transportados em caminhões que acessam a ETA através de uma das estradas da propriedade. Esse procedimento normal garante o fornecimento de até 60 dias.

Como os produtos foram levados de barco, a quantidade obviamente foi bastante limitada e, de acordo com os técnicos da Casal, o fornecimento será garantido para três ou quatro dias no máximo.

“Caso o impasse judicial ainda não tenha sido resolvido até quinta-feira seremos obrigados a tomar a mesma medida paliativa, para que o povo do Agreste não sofra ainda mais”, disse o gerente de operações do Agreste, Marcos Costa.

O fornecimento só ainda não foi retomado por conta de uma interrupção no sistema elétrico na cidade de Campo Grande. Assim que a Eletrobras solucionar o problema, o abastecimento de água será retomado.


ENTENDA O CASO

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) informa que, mesmo tendo conseguido uma liminar judicial para obter acesso à Estação de Tratamento de Água (ETA) do Morro do Gaia, localizada na fazenda Santa Fé, em São Brás, os técnicos da empresa não estão podendo chegar à estação porque ainda não houve determinação de cumprimento da ordem emanada do desembargador Alcides Gusmão, do Tribunal de Justiça de Alagoas.

Com isso, fica adiado o envio de documentos via oficial de justiça ao proprietário da fazenda, obrigando-o a liberar o acesso à ETA.

A Casal esclarece ainda que, até que seja cumprida a liminar, fica impossibilitado o tratamento e a consequente distribuição da água do sistema de abastecimento antigo, o que implica em falta de água em Arapiraca e nove outros municípios integrantes do sistema coletivo do Agreste.