Peritos fecham prédio onde funciona secretaria e Instituto de Criminalística

  • carlinhos
  • 26/06/2009 04:27
  • Maceió
Desde as primeiras horas desta sexta-feira (26), cerca de 50 peritos criminais de Alagoas realizam uma manifestação de repúdio ao Governo do Estado. Eles fecharam o antigo Hotel Beiriz, no Centro de Maceió, onde funcionam o Centro de Perícias Forenses, o Instituto de Criminalística (IC), a Secretaria de Infra-estrutura do Estado, entre outros.

A categoria desaprova o Projeto de Lei de Teotonio Vilela, já enviado à Assembleia Legislativa (ALE) que equipara os salários de papiloscopistas aos da categoria, enquanto não obtiveram resposta a respeito das suas reivindicações, uma delas o adicional noturno, cuja negociação é tentada junto ao palácio há mais de dois anos.

Para o presidente do Sindicato dos Peritos, Nicholas Passos, a categoria foi apunhalada e o governador demonstra total desconhecimento quanto à complexidade da função dos profissionais e desrespeita a categoria.

"Nós procuramos o Estado de todas as formas. Fomos várias vezes à Segesp, nos sentamos na Defesa Social com o secretário Paulo Rubim, fomos ao palácio do Governo, em algumas delas barrados, e sempre nos fizeram de bobos. Enquanto a categoria esperava uma resposta saudável, positiva do governador, o que ele faz? Cria um projeto totalmente distorcido e manda para a Assembleia. Pois os peritos oficiais querem uma resposta para a melhor condição de trabalho, o plano de cargos, porte de arma, adicional noturno. Uma resposta para as promessas feitas. Porque até agora andamos em círculo. Então hoje estamos dando um alerta. Já estamos com as atividades paralisadas parcialmente e podemos radicalizar"- diz Nicholas Passos.

A categoria colocou corrente e cadeado no prédio e chama a atenção da sociedade com carros de som e discursos explicando a ação. Agora há pouco, o secretário-adjunto de Defesa Social, Washington Luiz, esteve conversando com os manifestantes, tentando negociar a liberação do prédio, em troca convocando uma comissão do sindicato para uma reunião na sede da secretaria.

Nicholas Passos afirmou que entende e acredita na boa vontade do secretário para a negociação com a categoria, mas explica que o problema para andamento nas negociações é o Governo. "Várias reuniões já foram realizadas e até agora não vemos nenhuma iniciativa do governo em atender nossas reivindicações", explica o sindicalista.

A categoria diz que o portão só será liberado às 14 horas.