Maioria das vagas da PF deve ser para a região Norte do país

  • antoniomelo
  • 27/06/2009 23:40
  • Empregos e Concursos
Boa parte das 600 vagas para a Polícia Federal que foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento a serem preenchidas por meio de concurso público deve ser destinada para a região Norte do país, de acordo com a assessoria de imprensa da PF.

A Polícia Federal espera lançar o quanto antes o edital. O Ministério do Planejamento autorizou na quinta-feira (25) 400 vagas para escrivão e 200 para agente, cujo salário inicial é de R$ 7.514,33. Já o salário final é de R$ 11.879,08.

Os cargos exigem nível superior em qualquer área.

A maioria das vagas deve ser destinada para a região Norte do país devido ao grande número de pedidos de transferência dos funcionários para outras regiões do país e também para reforçar o policiamento, principalmente na área da Amazônia.

O Departamento de Polícia Federal tem o prazo de quatro meses para lançar o edital de abertura do concurso. De acordo com a assessoria, a banca que será responsável pelo concurso já começará a ser escolhida.

O último concurso da Polícia Federal foi em 2004. A empresa organizadora foi o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

De acordo com a assessoria de imprensa da PF, o órgão ainda aguarda autorização do governo para lançar concurso para outras 2 mil vagas - 500 vagas para delegado, 300 para perito criminal, 750 para agente, 400 para escrivão e 50 para papiloscopista.

Essas 600 vagas autorizadas na quinta se referem a cargos vagos, já previstos no orçamento, mas que não estão ocupados.

Apesar de exigirem o mesmo nível de escolaridade e terem os mesmos salários, os cargos de escrivão e agente têm atribuições distintas. O agente é responsável pela investigação, geralmente fazendo parte de operações na rua. Já o escrivão cuida da parte documental das investigações, lavra os termos e auxilia o delegado na parte cartorária das operações.

A primeira etapa do concurso da Polícia Federal é composta de provas de conhecimentos (objetivas e discursiva), avaliação psicológica, prova de capacidade física, exames médicos e de prova prática de digitação (esta última somente para escrivão).

A segunda etapa do concurso público consistirá de Curso de Formação Profissional, de responsabilidade da Academia Nacional de Polícia, realizado em Brasília.

O candidato é ainda submetido ainda a avaliação de vida pregressa no decorrer do concurso público. Pode ser realizado ainda, dependendo da decisão do órgão, exame antidrogas.

Os aprovados no concurso escolhem os locais de trabalho de acordo com a ordem de classificação.

Segundo a PF, nos concursos de âmbito nacional, o período mínimo que o funcionário deve ficar no local escolhido para trabalhar é de três anos. Em concursos de âmbito regional, o tempo mínimo de permanência é de cinco anos.

Mas todos os anos são oferecidos os chamados concursos internos de remoção. São levados em conta o tempo de casa e o local de lotação – localidades mais distantes e com menor infra-estrutura dão mais pontos aos funcionários. Quem entra na PF pode também tentar trocar de local de trabalho com o colega que esteja no mesmo cargo.

Outra forma de mudar de local de trabalho é quando surgem vagas por carência em setores que exigem formações específicas dos funcionários. Quem atender aos pré-requisitos pode ser removido para o local da vaga.