Professor acusado de torturar esposa é preso em Simões Filho

  • eduardocardeal
  • 30/06/2009 01:06
  • Polícia
O professor Adalberto França Araújo Filho, acusado de torturar por mais de quatro horas sua própria esposa, a assistente social Luciana Lopo, na última quinta-feira, 25, foi preso na tarde desta segunda-feira, 29, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Adalberto foi encaminhado à sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade, onde foi encaminhado para prestar depoimento.

Ele afirmou "ter errado com a esposa" e confirmou as agressões, mas diz não lembrar exatamente como elas ocorreram, apenas que ele "bateu muito" na mulher. Adalberto disse que estava bêbado na hora do crime. Segundo ele, as agressões ocorreram por supostas traições de sua esposa, que teria confirmado haver-lhe traido com vários amigos durante a sessão de tortura.

Adalberto tem 39 anos e é professor de educação física e lutador de artes marciais. Segundo o pai da vítima, Roberto Lopo, ele telefonou para os sogros às 2h15 da última sexta-feira e disse "que estava terminando de matá-la". A mulher foi socorrida por uma equipe do Samu e levada ao HGE, e depois transferida para o Hospital Espanhol, onde permaneceu na UTI até esta segunda-feira, 29, quando foi transferida para um quarto.

Se liberada pelos médicos, Luciana será submetida a cirurgia nas mãos, que tiveram os dedos cortados por Adalberto França Araújo Filho. O pai de Luciana, Roberto Lopo, disse que a filha "está muito abalada". Os parentes da vítima já contrataram um advogado para acompanhar as investigações da polícia e processar Adalberto pelas agressões.

De acordo com o pai da moça, Roberto Lopo, a sessão de agressões a Luciana durou mais de quantro horas, com queimaduras de cigarro, água fervente, golpes de jiu-jítsu e facadas. Ela também foi atingida por dois tiros e teria sido obrigada a comer fezes, além de ter os dedos das mãos cortados.

Adalberto e Luciana moravam juntos há três anos em Vilas do Atlântico, no município de Lauro de Freitas. Depois das agressões, Adalberto fugiu levando o carro de Luciana, um Renault Clio Hatch branco, placa JPH 7449. A queixa foi prestada na 34ª CP, em Portão.