Governo prorroga isenções do IPI e alagoano ganha mais alguns meses para comprar carro

  • carlinhos
  • 30/06/2009 03:32
  • Negócios

O brasileiro ganhou mais alguns meses para trocar de carro, comprar geladeira nova, fogão, material de construção e máquina de lavar roupa, com suspensão temporária da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tendo reclamado da pequena redução no preço final ao consumidor, já que as indústrias não repassaram o benefício integral ao valor do produto, a equipe econômica resolveu prorrogar o incentivo ao setor industrial.

Da mesma forma da vez passada, sob a condição de não haver demissões. Para quem quer adquirir um bem com estes incentivos, o conselho dos especialistas é o de sempre: pesquise antes de comprar. Muitas lojas oferecem "promoções" que enchem os olhos e o orçamento do comprador de juros.

Cuidado para não se entusiasmar e engrossar o cordão dos devedores. A inadimplência é a maior registrada nos últimos 15 anos. Enquanto isso, a indústria comemora. Já o caixa do governo federal não. As desonerações custarão cerca de R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos até o fim do ano.

A cobrança do IPI para os automóveis terá retorno gradual da taxação depois deste novo prazo. Os caminhões ficam isentos do imposto até 31 de dezembro. Os eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) ficarão livres do IPI até 31 de outubro.

No caso do material, a prorrogação foi por seis meses. Também foi prorrogada a desoneração de PIS e Cofins do trigo, da farinha e do pão francês por mais 18 meses. Para máquinas e equipamentos destinado à indústria, o governo anunciou a redução de IPI em 70 itens.

Dentro do pacote lançado pelo governo ontem tem as linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Elas sofreram um corte geral em seus custos. A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que baliza os financiamentos do banco , será reduzida de 6,25% para 6% ao ano.

Em alguns casos, o custo das operações ficará em 4,5%, o que representa praticamente uma taxa de juro real zero, considerando as projeções de inflação para o ano. Alguns dos cortes só valem até dezembro. "Este é um conjunto de grandes medidas que desonera o custo de financiamento das empresas", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante apresentação do pacote.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fez um apelo aos empresários para que aproveitem as medidas e retomem os investimentos, suspensos após a forte retração da economia brasileira no fim do ano passado.

"Essas são medidas para ajudar na travessia dos próximos meses", disse. "Conclamo o empresariado brasileiro a antecipar a compra de máquinas neste segundo semestre porque essas condições têm data para terminar".

O pacote incluiu ainda a criação de dois fundos garantidores de crédito voltados para micro e pequenas empresas, setor que ainda não conseguiu recuperar o acesso aos bancos