Eram exatamente 16 horas e cinquenta minutos daquele domingo, dia 16 de julho de 1950, quando o Sr. George Reader, da Inglaterra, apitou o final da partida entre Brasil X Uruguai, deixando perplexos e sem reação os 199.854 (cento e noventa e nove mil, oitocentos e cinquenta e quatro) torcedores, dados oficiais da FIFA, porém, alguns historiadores juram que ali existiam bem mais do que 200.000(duzentos mil ) torcedores.

Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvin e Bigode; Chico, Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair da Rosa Pinto e Chico. Este escrete Canarinho proporcionou naquele ano, uma das maiores decepções da história do mundo esportivo, fato este consumado quando aos 34 minutos da segunda etapa, o atacante Alcides GHIGGIA, pôs abaixo o sonho de uma nação que no dia anterior já comemorava o título, tamanha era a confiança em seus jogadores, acertando um chute rasteiro, no canto esquerdo do arqueiro vascaíno Barbosa. Pobre e infeliz Barbosa, que carregou consigo uma tremenda injustiça por exatamente 63 anos 11 meses e 22 dias, ao ser considerado culpado no segundo gol Uruguaio.

Meus caríssimos leitores, sempre torci e vou continuar torcendo pela nossa Seleção, poderia ter feito algumas postagens nos jogos em que vencemos. Está tudo bem, passamos o primeiro obstáculo, vamos pra frente, o caminho e este. Ora, passamos sim pelos obstáculos na primeira fase, mas quem não se lembra do jogo contra o México? Ah, mas o Uchôa fechou o gol. E nas oitavas contra o Chile o Júlio Cesar também não foi o nosso herói! Aliás, neste jogo, a trave também foi.  A questão é saber o que foi que aconteceu depois do jogo contra a Colômbia. Pelo amor de Deus, a seleção Brasileira jamais poderia entrar para decidir uma semifinal, dentro de casa, seja lá com quem for, e tomar de 7 X 1. A maior derrota que uma seleção já teve depois que foi criada a semifinal, ou seja, desde 1986. Eu disse, seja lá com quem for, porque eu vi a seleção Alemã jogar contra GANA e levar um sufoco dos diabos, empatando no final. Vi também ganhar de 1 X 0 da França e levar um pressão danada, quando aos 46 minutos da segunda etapa o excelente goleiro Manuel Neuer defendeu um chute espetacular do atacante Benzema. Antes porém, nas oitavas, a desacreditada Argélia só caiu na prorrogação. Na final, quem não se lembra dos gols perdidos por Gonzalo Higuain, Messi  e Palacio? Foram todos frente a frente com o goleiro Alemão e que poderia tranquilamente ter mudado o rumo da partida.

Agora o que está acontecendo é que alguns burocratas de plantão querem que nós sigamos o projeto dos Alemães, como se nós não soubéssemos jogar futebol. Ora, fomos tri campeões com  nossos jogadores jogando no nosso país, pois tínhamos uma preparação séria, dedicada, bem treinada. Hoje se tem uma lei que tira o pequeno atleta dos nossos clubes e coloca-os nas mãos de empresários inescrupulosos e fazem com que os pais dos amadores assinem contratos absurdos e os tirem do nosso país, isto sim é que devemos combater.

Oito de julho de 2014, uma data em que nós brasileiros, que amamos o futebol, jamais iremos esquecer, pois não foi apenas o dia em que perdemos para os Alemães, mas foi o dia em que fomos massacrados e humilhados, dentro do nosso próprio país. O dia em que, sem sombra de dúvidas, esquecemos o que aconteceu em 1950, pois diante de tanta vergonha, jamais alguém terá a ousadia de dizer que o Sr Moacir BARBOSA Nascimento seria o vilão nacional. Mas para aqueles que teimam em dizer que você falhou, não se preocupe e Descanse em paz, pois você está perdoado.