Collor dificilmente se elege com o eleitorado que tem - vai tirar votos de quem?

  • Ricardo Mota
  • 15/06/2022 14:23
  • De Olho nas Eleições 2022
Reprodução
Fernando Collor no guia eleitoral
Fernando Collor no guia eleitoral

Historicamente, Collor tem um piso alto e um teto baixo nas intenções de voto, nas campanhas ao governo do Estado que tem enfrentado.

Por ter uma rejeição considerável, o ex-presidente tem usado em seu favor, e com maestria, as circunstâncias de cada eleição para superar seus adversários. Foi assim com Lessa, também assim com Heloísa Helena, nos dois casos brigando pela vaga que ele ocupa no Senado.

Quando a disputa foi pelo governo, elle não teve o mesmo sucesso: perdeu para Ronaldo Lessa, em 2002; não chegou ao segundo turno em 2010; e em 2018 desistiu no meio do caminho quando vislumbrou a iminência de uma derrota acachapante para Renan Filho.

E agora?

É evidente que Collor aposta no eleitorado bolsonarista em Alagoas, que é bastante significativo, embora, creio, não lhe garanta nem transferência de voto, muito menos a vitória.

Mas o senador do PTB investe todas as suas fichas numa possível chegada ao 2º turno da disputa pelo Palácio República dos Palmares - uma nova eleição, no dizer do senso comum. Para tanto, porém, ele terá de tirar votos de algum adversário (vale o plural).

De quem?

Já ouvi vários argumentos em favor - ou desfavor - deste ou daquele candidato, sabendo que nenhum deles empolgou o eleitor até agora.

Carrego as minhas dúvidas sobre a questão, mas chamo a atenção do leitorado deste espaço: assim como Collor aposta que ganha a eleição se for para o segundo turno, ele é o adversário preferido dos outros candidatos (o Palácio investe tudo que tem e o que não pode para tê-lo no segundo turno).

É verdade: a presença do ex-presidente na campanha eleitoral suscita, sempre, a premissa do “bem contra o mal”, mas isso foi se diluindo com o passar dos anos.

Quem é quem agora?  A escolha é sua.