Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Supostos ecritórios da empresa. A esquerda em Coqueiro Seco; A direita na ciadade de Viçosa

A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta terça-feira (9), mandados de busca, apreensão e prisão na cidade de Santana do Ipanema. O arquiteto da prefeitura de Santana do Ipanema Flavio Nobre e seu filho Flavio Nobre Junior foram presos em sua residência.

Os mandados foram expedidos pela Juiza Francisca Arlinda, da Comarca de Santana do Ipanema, a pedido do Ministério Público, onde uma investigação, em conjunto com delegado regional Rodrigo Cavacanti, constatou a fraude, após várias denuncias feitas por pessoas que se disseram enganadas pela empresa Romão & Senco LTDA.

A fraude

As denúncias de fraudes partiram do vice-prefeito Edson Magalhães, que há alguns meses denunciou as irregularidades das empresas Senco - Serviços, Engenharia e Construção Ltda. e Romão Engenharia e Incorporação Ltda. Segundo Magalhães "essas empresas estão enganando os santanenses com um conjunto residencial fictício".

"Fui ao local onde supostamente seria o loteamento e constatei que não existe nenhuma placa e barracão da obra, falta toda a infra-estrutura, porém o mais grave é que essa empresa está exigindo das pessoas valores na faixa de quase R$ 6 mil, para inscrição, entrada e taxas de financiamento," disse o vice-prefeito. Que ainda acusou as construtoras de estarem usando o nome da Caixa Econômica Federal de forma irregular, "estive com a gerência da Caixa, que emitiu um documento negando qualquer tipo de parceria, entre eles e essas empresas," finalizou Magalhães.

Investigação

Segundo dados da investigação da PC, a empresa já atuou com essa prática em vários municípios, como Santana, Olho dÁgua das Flores, Olivença e recentemente em Coruripe. Somente em Santana Ipanema mais de trinta pessoas foram lesadas, totalizando um valor de aproximadamente 300 mil reais.

O delegado afirmou ao site Alagoas na Net que foi pesquisado junto aos órgãos competentes sobre as autorizações e licenças necessárias a fim de constatar a regularidade do processo, porém nem a Caixa Econômica Federal, nem o CRECI e demais órgãos, constataram que não havia nenhum vinculo que ligasse as construções ou financiamentos com os órgãos legais.

Outro dado relevante, descoberto durante a investigação, foi que os endereços físicos dos escritórios das empresas em questão, apresentados pelos proprietários, seriam fictícios.

Além de Flávio e seu filho, foram expedidos os mandados de prisão para Rogério Lopes Romão e Simone Lopes Romão, proprietário e corretora, respectivamente, responsáveis pela empresa, mas a policia até o momento não conseguiu localizar os mesmos, residentes em Maceió. Os acusados poderão responder na Justiça, além de estelionato, por formação de quadrilha.