Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Batalha


Pouco mais de uma semana após o roubo de parte do dinheiro do duodécimo na Câmara de Vereadores de Batalha, ainda não há previsão para o pagamento de salários de servidores e prestadores de serviços do Legislativo, como também a quitação de contas de aluguel, luz, e de outros fornecedores. O salário dos nove parlamentares, entretanto, já foi pago.

Na manhã da última quinta-feira, a Gazeta voltou ao município no horário da única sessão semanal do Legislativo, às 10h. Mas ao invés de estar na Câmara, o presidente Mário César Pereira da Silva (PTB) estava na agência do Banco do Brasil, pegando novas folhas de cheques para pagar aos vereadores, enquanto alguns deles já esperavam do lado de fora. No mesmo horário, no auditório vazio da Câmara, os poucos funcionários que estavam no local diziam não saber quando receberiam o vencimento do mês.

Valores ficam em segredo

O presidente da Câmara de Batalha, Mário César, e outros vereadores procurados pela reportagem não esconderam o desconforto em falar sobre o roubo de parte do dinheiro do duodécimo.

Mesmo dizendo ter interrompido o que estava fazendo no banco para dar entrevista à Gazeta, demonstrou incômodo ao ser indagado sobre o valor do duodécimo e da folha de pagamento do Legislativo.

“Não queria dar essa informação. Ela não tem importância para a reportagem”, respondeu, ao ser indagado sobre o valor total da parcela do duodécimo.
Além de sonegar esta informação de interesse público, o vereador não quis responder também sobre a quantidade de funcionários e de prestadores de serviço que constam na folha do Legislativo.

Vereador reclama de assaltos

Mesmo sabendo que não é muito comum órgãos públicos fazerem pagamentos a funcionários em dinheiro, Mário César afirmou que essa é uma prática antiga na Câmara de Vereadores de Batalha.
Segundo ele, os funcionários e prestadores de serviço consideram “mais prático” receber o salário em dinheiro.

“A gente vive em uma cidade pequena e nunca pensa que esse tipo de coisa vai acontecer com a gente. Quando vinha ao banco sacar o dinheiro, estava sempre acompanhado de algum vereador ou de um amigo, e sempre foi com essa segurança que a gente contou. Mas essa foi a terceira semana seguida em que assaltos dessa natureza acontecem em Batalha. No mês passado roubaram mais de R$ 10 mil de um empresário e na semana seguinte assaltaram um negociante de gado. Os bandidos levaram também mais de R$ 10 mil que ele estava levando para a feira e ainda tomaram o carro dele”, relatou.