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O principal acusado na morte do Soldado Evandro, Ricardo Alves Feitosa, de 30 anos, quando estava em fuga passou no município de Milagres e raptou a sua amante antes da viagem na direção do Rio Grande do Norte. Ele foi morto na madrugada desta quarta-feira em São José da Tapera durante uma troca de tiros com policiais dos estados do Ceará e Alagoas que tentaram prendê-lo. A polícia não tem informações sobre o traslado do seu corpo até Juazeiro do Norte, onde morava.

Em depoimento prestado ao Delegado de São José, Emanuel David Freitas Viana, a amante identificada apenas por Raquel confessou que não queria seguir com Ricardo e foi “levada à força” para Natal (RN). Segundo ela, um tio da vítima que a mesma conhece apenas pelo apelido de Paulinho também viajou. De acordo com a polícia esse está foragido e seria o indivíduo que pilotava a moto trazendo na garupa Ricardo o qual atirou matando o soldado no dia 8 de setembro último.

A garota disse mais ter havido uma discussão entre tio e sobrinho quando estavam em Natal, onde passaram uma semana. Por conta disso, Ricardo ligou para uma pessoa identificada como “João” que foi apanhá-lo na capital potiguar em um Fiat Uno de cor prata e placas HYX-0214, inscrição de Juazeiro do Norte. Esse carro teria sido determinante para o comboio de policiais localizar o imóvel onde Ricardo estava refugiado no Sítio Serrinha na zona rural de São José da Tapera.

Ele se encontrava estacionado em frente a uma das cerca de 10 casas da localidade, distante uma das outras, onde chegaram quatro PMs do Ceará e seis de Alagoas, incluindo civis e o comandante da companhia local. Eles levavam consigo um Mandado de Busca e Prisão expedido pela comarca de Juazeiro do Norte e ainda bateram em algumas portas antes de avistarem o Fiat com placa cearense. Os policiais ocuparam pontos estratégicos por volta das 4 horas da madrugada e esperaram o dia amanhecer.

Havia preocupação da polícia ao saber que no imóvel estavam vários homens alojados, mas colheram a informação que se tratava de pedreiros responsáveis por obras na casa. Foram exatamente eles que saíram antes da determinação da polícia que insistiu para Ricardo sair com as mãos para cima. Algum tempo depois, os militares ouviram apenas a voz dele assegurando que não se entregaria. Na tentativa de invasão, ele respondeu com um tiro que resvalou no colete de um Cabo PM de Alagoas.

Imediatamente, os policiais revidaram o ataque e Ricardo terminou atingido com tiros de revólver. Os próprios PMs se encarregaram de socorrer a vítima para a Unidade Mista Ênio Ricardo Gomes, mas faleceu antes de receber os primeiros socorros. Não foi fácil a localização dele em São José da Tapera e isso ocorreu por conta da ajuda popular. Quando a polícia confirmou sua estadia em Alagoas, levou mais dois dias até chegar ao Sítio Serrinha. Ricardo estava cultivando barba para dificultar o seu reconhecimento.