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“Não precisavam ter feito isso, pois ele ia se entregar a polícia”, disse um tio de Ricardo Alves Feitosa, de 30 anos, que pediu para não ser identificado. Ele foi morto na madrugada de quarta-feira no Sítio Serrinha na zona rural de São José da Tapera em uma troca de tiros com policiais do Ceará e Alagoas. Procedente do Instituto Médico Legal de Arapiraca, onde o corpo foi necropsiado, seu esquife chegou por volta das 3 horas da madrugada de hoje.

O velório de aproximadamente 6 horas se deu na residência de um irmão de Ricardo na Rua Manoel Casimiro (Bairro Triângulo) em Juazeiro do Norte. O corpo foi sepultado por volta das 10 horas desta sexta-feira no Cemitério São João Batista. Quatro viaturas do Ronda do Quarteirão e Policiamento Ostensivo Geral (POG) estiveram no campo santo e os PMs, tendo à frente o próprio Comandante do 2º BPM, Coronel Francisco Paiva, acompanharam a movimentação das cerca de 150 pessoas.

O parente de Ricardo supõe que não tenha sido ele o autor do disparo que ceifou a vida do Soldado Evandro Carlos da Silva no início da tarde do último dia 8 de setembro na Avenida Padre Cícero. Ele sugere ver a “filmagem” do foto sensor instalado perto do semáforo. Entretanto, a polícia sustenta não ter dúvida da autoria do crime e um oficial disse à reportagem do Site Miséria que Ricardo teria dito que não se entregaria quando notou a chegada da polícia ao imóvel onde se encontrava refugiado em Alagoas.

Ele viajou para àquele estado em um Fiat Uno de cor prata pertencente a um parente após passar uma semana em Natal (RN). Ali teria discutido com Paulo Feitosa o seu “Tio Paulinho”, que ficou na capital potiguar. Segundo a polícia, ele guiava a moto que estacionou ao lado da moto do militar parada no sinal da avenida. Paulinho permanece foragido, mas existem comentários apontando a possibilidade do mesmo se entregar à polícia nas próximas horas.