Empresário é condenado a 13 anos de prisão

  • 26/03/2009 19:25
  • Maceió
O empresário Marco Aurélio da Rocha, acusado de ter atirado na administradora de empresas Rosanna Chiappetta, foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão, inicialmente em regime fechado, além do pagamento de R$ 680 mil referentes às despesas médicas e hospitalares da vítima. A pena, anunciada pelo juiz titular da 9ª Vara Criminal da Capital, Geraldo Amorim, será cumprida no presídio Cyridião Durval, em Maceió, para onde o empresário foi levado logo após o julgamento.

O empresário estava foragido da Justiça há 11 anos.

O julgamento, que aconteceu na Escola Superior de Magistratura – Esmal, em Maceió, foi acompanhado por parentes e amigos de Rosanna Chiappetta, primeira pessoa a ser ouvida e que ficou paraplégica após a tentativa de homicídio, afirmou estar tranqüila após a condenação do culpado, que era seu namorado na época do crime.

Segundo ela o ex-namorado tentou mata-la após a descoberta que ele, mesmo se dizendo apaixonado e com pretensões de algo mas sério, na verdade tinha uma vida dupla, pois já era casado.

“Ele já há havia me agredido uma semana antes de tentar me matar porque eu não queria mais nada com ele depois que eu descobri que ele era casado. E ele não aceitou o fim do namoro e ficou me perseguindo. No dia ele me seguiu e aproveitando o momento que eu estava com o carro parado, entrou bruscamente. Dizendo que queria conversar comigo. Logo em seguida discutimos e recebi os tiros.

O empresário não quis responder as perguntas dos repórteres e não respondeu as perguntas do porque passou cerca de 10 anos foragido. No primeiro julgamento Marco Aurelio foi absolvido pelo Tribunal do Júri do crime de tentativa de homicídio alegando que tinha atirado contra a namorada em legítima defesa, argumentando que a arma do crime pertencia a Rosanna.

O Ministério Público Estadual recorreu da sentença e apelou para o Tribunal de Justiça. No mesmo ano de 98, o pleno decidiu pela anulação do julgamento e resolveu pronunciar novamente o acusado, decretando mais uma vez a sua prisão.

O advogado do empresário, Raimundo Palmeira, voltou a sustentar a tese de que no dia houve um disparo acidental. “Não houve a intenção do dolo. A discussão foi movida por paixão, por sentimento. E tem um outro detalhe, a arma não era dele e nós vamos mostrar isso em nossa defesa. No depoimento da vitima do primeiro julgamento, ela própria se contradisse algumas vezes. Disse que não tinha arma e que nunca tinha atirado. Depois, ela falou que tinha recebido um revólver de presente. Então, onde está a verdade? Sabemos que a situação dela não é nada fácil. Mas não podemos, por causa disso, deixar de faltar com a verdade”, disse o advogado que garantiu que vai recorrer da nova decisão.