VÍDEO: Promotor vai acompanhar investigações de crime contra morador de rua

  • gilcacinara
  • 07/05/2009 09:06
  • Polícia
O promotor de Justiça Flávio Gomes da Costa foi designado para acompanhar os procedimentos em relação ao espancamento do morador de rua José Cláudio Pereira, 46, ocorrido na madrugada da última terça-feira (5). Ele foi agredido por quatro jovens de classe média alta que foram detidos pela Polícia Civil, mas não ficaram presos. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gilberto Irineu, solicitou o apoio do Ministério Público Estadual (MPE) para cobrar da Polícia Civil o indiciamento por tentativa de homicídio.

Flávio Gomes da Costa preferiu não adiantar se pedirá a prisão dos quatro acusados e confirmou uma reunião com a delegada Ana Luiza Nogueira para colher mais informações sobre o crime. Os primeiros depoimentos do grupo estão marcados para acontecer nesta quinta-feira (7), às 14h, na Delegacia do 2º Distrito Policial, na Jatiúca.

A designação do promotor foi tomada pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, e será publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira. “Este crime foi bárbaro. Uma pessoa já com idade avançada sem qualquer forma de defesa sendo espancada por quatro homens é uma cena que dói só de imaginar”, explicou o promotor que coordena o Núcleo de Direitos Humanos do MPE. “Estou chocado com tamanha selvageria”, desabafou o promotor.

João Augusto da Silva, Pedro Paulo Barros Assunção, Givaldo Andrade Neto e Eli de Oliveira Clementino são acusados de utilizar um extintor de incêndio para bater no morador, também atingido por chutes e socos. A vítima que estava dormindo em uma calçada da Avenida Jatiúca ficou com ferimentos por todo o corpo, principalmente no rosto. José Cláudio Pereira escapou da morte por sorte, já que no momento da agressão uma viatura da Polícia Militar fazia a ronda no local.

O presidente da CDH/OAB classificou o grupo de agressores como uma “organização criminosa em gestação”. Para Irineu esse fato é um ato típico de selvageria e delinquencia, caracterizando-se numa tentativa de homicídio. “É preciso punir esse ato de barbárie para que não se torne rotina. Não pode haver complacência para um caso desse tipo”, disse Irineu. “A pessoa agredida foi um sem-teto que é desassistido pelo poder público”, completou.