Muay Thai segue ganhando novos adeptos em Arapiraca

  • Redação
  • 22/10/2012 11:43
  • Esporte

“Bora, guerreiros!” As palavras de incentivo ditas pelo professor Thiago Morais ecoam na academia e ajudam a animar os alunos durante os treinos de Muay Thai. Thiago, de 24 anos, é Kruang Preto formado pelo Grão Mestre de Muay Thai, Adeildo Ferreira da Silva, que é Presidente da Federação Pernambucana de Kickboxe e Full Contact Tradicional (FPKFCT) e da Organização Global de Artes Marciais (OGAM).

Thiago Morais começou dando aulas na Academia de Ricardo Feitosa até que em novembro de 2011 fundou a Thai Combate Team (TCT). A equipe tinha 30 alunos, mas agora conta com mais de 80. Os treinos acontecem três dias por semana na Academia Vigor é Peso, atualmente localizada na rua Nossa Senhora de Fátima, bairro Alto do Cruzeiro, em Arapiraca. No local também tem aulas de Jiu Jitsu e Kickboxe.

Desde o início dos trabalhos na TCT, Thiago Morais percebeu que o Muay Thai ganhou novos adeptos. “Algumas pessoas chegaram aqui depois da explosão das Artes Marciais Mistas. Outras vêm em busca de condicionamento físico, atrás de saúde. Mas tem gente com disposição para ir mais adiante, que é competir”, explica o professor.

Ele lista uma série de benefícios para os praticantes da arte marcial que se originou na Tailândia há mais de mil anos. “Pode até intimidar no começo porque exige alta resistência física e mental por causa de toda a técnica e dedicação que são necessárias para se aprender os golpes. Mas além de auto defesa, o Muay Thai mantém o corpo saudável já que faz você queimar gorduras indesejadas e ganhar músculos. Com apenas alguns meses de treinamento você percebe as melhorias no seu físico. Além de tonificar o corpo, o Muay thai é igualmente eficaz em estimular o sistema imunológico. A vida muda pra melhor” garante.

Os treinos incluem atividades físicas com corridas, abdominais, levantamento de pesos como pneus, mas também são estimuladas as técnicas como os chutes, cotoveladas, socos, defesas. As aulas são intensas, por isso quem sobe no tatame acaba encontrando resultado.

Além disso, os treinos não ficam restritos a golpes e suadeira. “Apesar da intensidade dos treinos não os alunos não saem machucados. A saúde e o bem-estar do corpo são cruciais para você ser um atleta bem sucedido. Buscamos preservar o bem estar físico e mental dos alunos para serem bons lutadores. Passamos ética e respeito por todos e em todos os lugares, para evitar brigas de ruas e em festas. Sempre manter a honra e a humildade para evitar certas situações”, comentou Thiago Morais.

MULHERES
O número de mulheres praticantes de Muay Thai cresceu bastante. A arte não fica restrita aos homens. Raulene Vieira, de 19 anos, trabalha numa loja, estuda, gosta de usar maquiagem. Há três anos a jovem decidiu se matricular na academia e praticar Muay Thai. “Sempre me interessei por artes marcais. E Muay Thai chamou mais atenção. Além de definir o corpo ajuda na auto defesa. Sou bem mais confiante hoje”, disse. Quando sobe no tatame, Raulene se transforma. A imagem de fragilidade desaparece. A vaidade permanece, mas não atrapalha a concentração nos golpes certeiros. O saco de pancadas que o diga. A presença feminina aumentou muito. E não há desistências”, confirma o professor Thiago Morais.

Família TCT
A consultora de tecnologia da Informação, Hérica Machado, de 20 anos, descobriu o Muay Thai através de informações repassadas por Raulene Vieira na rede social Facebook. Assistiu uma aula e se apaixonou. O pensamento em modelar o corpo com a arte ganhou nova motivação: virou esporte. Em três meses de arte marcial Hérica comenta que sentiu melhorias no corpo e mente. “Queria fazer arte marcial. Então fiz pesquisa para saber qual seria melhor pra mim. Quando vim falar com o professor Thiago Morais percebi que estava no lugar certo. Senti que meu nível de concentração melhorou, a agilidade mental, a coordenação motora. Fora a grande perda de calorias”, ressaltou.

Ela gostou tanto que chamou o irmão Yan Guimarães. O estudante de 16 anos e a irmã andam tão motivados com a arte que analisam a possibilidade de, no futuro, participar de competições. “Queremos subir na graduação e depois pensar em torneios”, explicou Hérica.
A família aderiu mesmo ao Muay Thai. Quem também tem participado das aulas é o estudante Lucas Tadeu, de 16 anos, primo de Hérica e Yan. Poucas semanas depois e muito suor, Lucas está empolgado e motivado. “Estou mais resistente e forte”, comentou Lucas.

“É com orgulho que fazemos parte da Família Thai Combate Team. Aqui encontramos o respeito as pessoas e as artes marciais. O pessoal é bem tranqüilo, passa as instruções, conversa, exige. Minha família encontrou outra família”, disse Hérica Machado.
As aulas custam 30 reais por mês.