O torcedor Regatiano tem mil motivos para comemorar o retorno à Série B do brasileirão. O clube passou 15 anos(1994/2008 ), subiu de novo em 2011, caiu em 2012 e retornou este ano.

Vi muitos comentaristas afirmarem com convicção e até com um pouco de prepotência a seguinte frase: “Se cair, já era, não sobe mais”! Mas o CRB é grande, é maior do que qualquer previsão, basta ser bem administrado, pois fora dele, o seu maior patrocinador, que é o seu torcedor, fará como fez a sua parte.

A campanha deste ano foi marcada por uma desconfiança fora do normal do seu torcedor. Vindo de uma melancólica perda do campeonato estadual para o Coruripe, o time não se acertou dentro de campo e nas três primeiras rodadas, dos nove pontos disputados, conquistou apenas um, fruto de um empate sem gols contra a equipe do paysandu no Gerson Amaral. Aliás, falando em Gerson Amaral, o CRB teve que jogar três partidas longe do seu torcedor, sendo duas por punição e uma devido ao Estádio Rei Pelé ter sido cedido à Seleção de Gana na preparação para a Copa do Mundo.

A esta altura, o mais otimista dos regatianos não pensaria duas vezes, “é lutar para não cair”, mas o Galo não se entregou, indo em seguida buscar o técnico Ademir Fonseca e, a partir daí, os frutos começaram a aparecer.

Convém salientar que o único time a vencer o Fortaleza foi o CRB! O Leão do Pici, mesmo sendo eliminado pelo Macaé, só perdeu uma partida, e isto toda a imprensa nacional comenta, não sei se elogiando o clube Alagoano ou lamentando o fato da desclassificação do Fortaleza, o que para nós pouco importa.

No último jogo da fase de classificação, o time Alagoano além de ter que ganhar seu jogo, tinha também que torcer para outros clubes, visto que, nesta oportunidade, o CRB encontrava-se em quinto lugar, ou seja, fora do G4. Acontece que, ganhar da equipe do Cuiabá, mesmo em Maceió, não seria nada fácil, pois o Galo nunca havia conquistado uma vitória contra o clube do Mato Grosso, e quem não lembra ano passado daquele sofrido 1 X 1, num golaço em cima da hora do Alex Willian. Mas deu tudo certo e o CRB passeou em campo e se classificou para as quartas de finais, etapa esta que iria levar o vencedor a conquistar uma das quatro vagas para a tão sonhada série B.

Como ficou em segundo lugar no Grupo A, o CRB iria pegar o terceiro colocado do Grupo B, e esta equipe foi a do Madureira/RJ, o tricolor suburbano , lá em Conselheiro Galvão, do Sr. Elias Duba, que após a segunda partida, realizada na capital alagoana, no último dia 25 de outubro, DETONOU a direção alvi-rubra, chamando seus dirigentes de VAGABUNDOS E MENTIROSOS, mas isso é outro episódio.

No primeiro jogo, realizado no dia 18 de outubro, segundo comentários dos repórteres que fizeram aquela transmissão esportiva, tinham mais de 500 torcedores do CRB dentro do estádio Aniceto Moscoso, e estes privilegiados veriam de perto a brilhante vitória do Galo da Praia.

No jogo de volta, apesar da boa vantagem adquirida na partida de ida, o Galo soube muito bem administrá-la, pois quem estava no desespero era o time carioca, que tinha que fazer, na pior das hipóteses, dois gols para ficar com a vaga, e ao final dos 97 minutos de luta por parte dos atletas e muita vibração da massa vermelha, finalmente os regatianos puderam bater no peito e dizer: “SOU SÉRIE B! DOA EM QUEM DOER, CUSTE O QUE CUSTAR.”